Muitos só veem a crise como algo mau, que só traz prejuízos. Claro que ela traz muitos prejuízos, como temos visto nos noticiários o número alarmante de demissões. E novamente os que mais sofrem são as pessoas das classes mais desfavorecidas.
Mas a crise financeira é um indício de que as grandes empresas não estavam tão organizadas e estruturadas como deveriam e, muitas, viviam de aparências, mascarando a realidade ou a estão mascarando, agora, aproveitando da chamada crise para tirar proveitos dos órgãos que podem ajudá-las.
Mas para aqueles que estão vivenciando uma crise real, é preciso compreender que é neste momento, que podemos rever conceitos e valores; aprender a diminuir despesas; criar algo novo; fazer mudanças importantes e usar toda a criatividade para vencê-la.
No momento de crise, os indivíduos são desafiados a usar todo o seu potencial para criar, inventar e buscar novas alternativas.
Fora da época de crise, tanto empregados como empregadores estão sujeitos ao comodismo, pois se está tudo bem, que continue assim. E nesse comodismo, trabalha-se mal, não se dá valor às pequenas conquistas (como um cliente, que merece um tratamento diferenciado); investe-se em coisas fúteis, desnecessárias, em pequenos luxos, quando deveriam alargar fronteiras, na busca constante da expansão dos negócios.
E fora das empresas? Na vida daqueles que nada têm, como a crise pode ajudar? Pode parecer irônico, mas é nessa hora, que as pessoas simples conseguem ver o quanto são capazes de criar para se manterem vivas. E, muitas delas, deixam fluir talentos e saberes que estavam guardados, adormecidos e que começam a aflorar com tanta força, que só ai elas percebem o quanto podem fazer.
Na verdade, a crise nos dá uma sacudida, nos faz pensar, refletir e buscar soluções, por isso não devemos temê-la, mas encarar de frente, acreditar que há saídas, que tudo é possível, desde que não nos acovardamos e cruzemos os braços.
Muitas pessoas, ao saírem da crise, sentem-se mais fortalecidas, mais capazes e seguras. Após o enfrentamento, a maioria descobre o quanto estava enganada com seus conceitos, seus valores, com as pessoas com quem conviviam e elas percebem que as mudanças precisam ser feitas em várias áreas e não apenas naquilo que a princípio acarretou a desestruturação do seu mundo.
Se você que está lendo esse artigo, está sofrendo por causa da crise, o desespero, a ansiedade, o medo só pode aumentar o seu problema. Procure ficar em paz, busque a solução dentro de você, una-se a pessoas que possam orientá-lo, arregace as mangas, ponha os neurônios para trabalhar e conquiste o seu espaço.
Nessa semana, ouvi alguns depoimentos importantes de pessoas que estão vivenciando a crise, que servirão para nos ajudar a pensar.
1) De um empresário que tinha um negócio próspero:
"Com a crise, percebi o quanto eu estava errado na política da minha empresa. Não acumulei capital, investi em muitas coisas desnecessárias, enfim... gastei meu dinheiro em muita coisa errada, agora, estou numa situação bem difícil, com muitas dívidas. Se eu vender tudo que comprei, não darão o valor que elas têm e, assim, não conseguirei pagar minhas dívidas. Estou num beco sem saída. Se as coisas não mudarem, estou perdido".
2) De uma mulher, cujo casamento está em crise.
Com tudo isso que está acontecendo, percebi o quanto fui idiota, fazendo papel de empregada do marido; deixando de viver; sentindo-me inferiorizada... desde que me casei, deixei de investir em mim ... mas agora vou jogar tudo para o alto e vou recuperar o tempo perdido".
3) De um casal que está sofrendo as consequências da crise.
Meu marido ficou desempregado. No primeiro momento levei um choque: como pagar a escola, o plano de saúde, pagar empregada, manter o padrão de vida das minhas filhas que são jovens, etc. Quando eu e meu marido nos sentamos para conversar com nossas filhas, percebemos o quanto estávamos sendo levianos com elas, permitindo que elas se tornassem pessoas fúteis, vaidosas ao extremos e que nao sabem fazer nada, a não ser gastar com roupas, maquiagens e bijouterias. Foi na crise, que percebi que minhas filhas não sabiam lavar uma roupa, fazer um café, fritar um ovo; sem contar que pagávamos tão caro de escola e nem notas boas elastionham. Tivemos que mudar tudo, estamos ganhando com a crise. Tiramos as duas da escola particular; demitimos a empregada e dividimos as tarefas de casa; reduzimos o uso do computador;as duas estão aprendendo a cozinhar e uma delas tomou gosto e está fazendo salgadinhos para vender; a outra está fazendo bijouterias e vende para as colegas. Agora estamos conversando mais. Meu marido, ao invés de ficar desesperado, está satisfeito comas mudanças, faz alguns bicos, mas estáconseguindo suprir as necessidades da casa. Eu também mudei muito. Pequenas coisas que eu pagava cara, agora eu faço, eu invento, eu crio. Todos nós estamos nos redescobrindo com pessoas inteligentes que somos.
4) De um jovem desempregado
Meu patrão me tratava com casca e tudo, eu aguentava porque precisava daquele emprego. Disse que a crise atrapalhou os negócios e me mandou embora. Não fiquei parado, peguei meu dinheiro, comprei alguns objetos que sabia que todos precisam, comecei a vender de porta em porta.Estou ganhando mais do que ganhava e trabalho nas horas que quero e não tem ninguém prame tratar mal. Estou satisfeito com essa tal crise intenacional.
Se você tem um depoimeto interessante sobre a crise, conte-o para nós, para registrarmos aqui e ajudar outras pessoas a enfrentarem a crise.
Deixe um comentário. Isso nos estimula a escrever mais.
Mas a crise financeira é um indício de que as grandes empresas não estavam tão organizadas e estruturadas como deveriam e, muitas, viviam de aparências, mascarando a realidade ou a estão mascarando, agora, aproveitando da chamada crise para tirar proveitos dos órgãos que podem ajudá-las.
Mas para aqueles que estão vivenciando uma crise real, é preciso compreender que é neste momento, que podemos rever conceitos e valores; aprender a diminuir despesas; criar algo novo; fazer mudanças importantes e usar toda a criatividade para vencê-la.
No momento de crise, os indivíduos são desafiados a usar todo o seu potencial para criar, inventar e buscar novas alternativas.
Fora da época de crise, tanto empregados como empregadores estão sujeitos ao comodismo, pois se está tudo bem, que continue assim. E nesse comodismo, trabalha-se mal, não se dá valor às pequenas conquistas (como um cliente, que merece um tratamento diferenciado); investe-se em coisas fúteis, desnecessárias, em pequenos luxos, quando deveriam alargar fronteiras, na busca constante da expansão dos negócios.
E fora das empresas? Na vida daqueles que nada têm, como a crise pode ajudar? Pode parecer irônico, mas é nessa hora, que as pessoas simples conseguem ver o quanto são capazes de criar para se manterem vivas. E, muitas delas, deixam fluir talentos e saberes que estavam guardados, adormecidos e que começam a aflorar com tanta força, que só ai elas percebem o quanto podem fazer.
Na verdade, a crise nos dá uma sacudida, nos faz pensar, refletir e buscar soluções, por isso não devemos temê-la, mas encarar de frente, acreditar que há saídas, que tudo é possível, desde que não nos acovardamos e cruzemos os braços.
Muitas pessoas, ao saírem da crise, sentem-se mais fortalecidas, mais capazes e seguras. Após o enfrentamento, a maioria descobre o quanto estava enganada com seus conceitos, seus valores, com as pessoas com quem conviviam e elas percebem que as mudanças precisam ser feitas em várias áreas e não apenas naquilo que a princípio acarretou a desestruturação do seu mundo.
Se você que está lendo esse artigo, está sofrendo por causa da crise, o desespero, a ansiedade, o medo só pode aumentar o seu problema. Procure ficar em paz, busque a solução dentro de você, una-se a pessoas que possam orientá-lo, arregace as mangas, ponha os neurônios para trabalhar e conquiste o seu espaço.
Nessa semana, ouvi alguns depoimentos importantes de pessoas que estão vivenciando a crise, que servirão para nos ajudar a pensar.
1) De um empresário que tinha um negócio próspero:
"Com a crise, percebi o quanto eu estava errado na política da minha empresa. Não acumulei capital, investi em muitas coisas desnecessárias, enfim... gastei meu dinheiro em muita coisa errada, agora, estou numa situação bem difícil, com muitas dívidas. Se eu vender tudo que comprei, não darão o valor que elas têm e, assim, não conseguirei pagar minhas dívidas. Estou num beco sem saída. Se as coisas não mudarem, estou perdido".
2) De uma mulher, cujo casamento está em crise.
Com tudo isso que está acontecendo, percebi o quanto fui idiota, fazendo papel de empregada do marido; deixando de viver; sentindo-me inferiorizada... desde que me casei, deixei de investir em mim ... mas agora vou jogar tudo para o alto e vou recuperar o tempo perdido".
3) De um casal que está sofrendo as consequências da crise.
Meu marido ficou desempregado. No primeiro momento levei um choque: como pagar a escola, o plano de saúde, pagar empregada, manter o padrão de vida das minhas filhas que são jovens, etc. Quando eu e meu marido nos sentamos para conversar com nossas filhas, percebemos o quanto estávamos sendo levianos com elas, permitindo que elas se tornassem pessoas fúteis, vaidosas ao extremos e que nao sabem fazer nada, a não ser gastar com roupas, maquiagens e bijouterias. Foi na crise, que percebi que minhas filhas não sabiam lavar uma roupa, fazer um café, fritar um ovo; sem contar que pagávamos tão caro de escola e nem notas boas elastionham. Tivemos que mudar tudo, estamos ganhando com a crise. Tiramos as duas da escola particular; demitimos a empregada e dividimos as tarefas de casa; reduzimos o uso do computador;as duas estão aprendendo a cozinhar e uma delas tomou gosto e está fazendo salgadinhos para vender; a outra está fazendo bijouterias e vende para as colegas. Agora estamos conversando mais. Meu marido, ao invés de ficar desesperado, está satisfeito comas mudanças, faz alguns bicos, mas estáconseguindo suprir as necessidades da casa. Eu também mudei muito. Pequenas coisas que eu pagava cara, agora eu faço, eu invento, eu crio. Todos nós estamos nos redescobrindo com pessoas inteligentes que somos.
4) De um jovem desempregado
Meu patrão me tratava com casca e tudo, eu aguentava porque precisava daquele emprego. Disse que a crise atrapalhou os negócios e me mandou embora. Não fiquei parado, peguei meu dinheiro, comprei alguns objetos que sabia que todos precisam, comecei a vender de porta em porta.Estou ganhando mais do que ganhava e trabalho nas horas que quero e não tem ninguém prame tratar mal. Estou satisfeito com essa tal crise intenacional.
Se você tem um depoimeto interessante sobre a crise, conte-o para nós, para registrarmos aqui e ajudar outras pessoas a enfrentarem a crise.
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20:48:14 . 26 Fev 2009
Sindicação
22/01/2010 @ 18:18:37
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