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    PROFISSÃO: PROFESSOR

    Veja neste blog: os cem erros mais comuns em nosso idioma. É muito interessante para preparar uma aula e até para tirar nossas dúvidas.



    Lembranças que guardo dos meus professores;
    Quando entrei para a escola, aos sete anos, a primeira impressão foi fantástica. Tudo era novo. Lembro-me até hoje do cheiro da borracha, do caderno e do lápis. Ficou registrado na minha memória e sempre que pego um desses objetos, posso voltar ao passado, naquele dia tão especial e significativo para mim.

    Ah! As professoras! Fantásticas...
    Mas teve uma chamada Sálua Mafuz, da terceira série, que ficou guardada na lembrança de forma especial. O que essa professora tinha de diferente das outras? Tudo.
    Ela não era bonita, não andava elegante, não se maquiava, mas era amável. Sabia nos elogiar em tudo que fazíamos ... não me lembro de vê-la brigar ou gritar com algum aluno. Era simples, humana demais. Nunca ficava na frente da sala, estava sempre atendendo nas carteiras. Sua aula era prazerosa. Ela nos desafiva o tempo todo a acertar e quando errávamos, lá estava ela, ao nosso lado, fazendo junto. Que saudades!
                                               .....................................................
    Mas na 7ª série, tive uma péssima professora de geografia, tão péssima, que não sabia nossos nomes.
    Sua atitude era repetitiva, chegava, assentava-se, abria seu livro e falava: Abram o livro na página tal. Estudo dirigido, anotem as perguntas.
    Ditava sempre dez perguntas e exigia completo silêncio. Cada aluno começava a responder o questionário e ao terminar, entregava a ela, que fingia ler as respostas e dava a nota.  Quando o aluno escrevia pouco, a nota era menor, quando escrevia muito, enchia várias folhas, a nota era dez. Nós sabíamos que ela não lia o que escrevíamos. 
    Como toda sala tem um aluno mais corajoso, audacioso e debochado, certa vez, uma colega tomou uma atitude para afrontá-la. A aluna respondeu as duas primeiras perguntas do jeitinho que estava no livro e nas demais, ela dava início à resposta com o conteúdo do livro e, em seguida, escreveu um monte de palavrões, falou mal da professora, escreveu piadas, ou seja, fez tudo que não se esperava. E contou para todos os colegas, até trocamos de folhas para lermos o que ela escreveu e quando ela entregou, ficamos aguardando o resultado. A professora pegou as folhas, olhou e colocou um dez bem grande e ainda escreveu parabéns! Foi ótimo. confirmou o que já sabíamos.
    Mas com tudo isso, essa péssima professora me ensinou alguma coisa, pois como tínhamos que ficar em total silêncio, eu lia tudo direitinho e me concentrava no que estava fazendo e com isso, aprendi a ler melhor...... depois continuo, vou desligar. Chuva. 
     
    Minha formação: a constante dúvida sobrte o que ensinar.... minha opção......... o que não quis ensinar (o que aprendi e que não serviu para nada...
    gramática se aprende lendo 



    O leitor da revista Nova Escola/Jan/2009, Fábio Adiron (São Paulo)  fez o seguinte comentário sobre a matéria de dezembro/2008: Discurso Vazio

    "Com raras e louváveis exceções, a Educação brasileira parou em algum lugar do passado. Chega a ser assustador crer que para ser moderno é preciso estudar Lev Vygotsky (morto em 1934) e Paulo Freire (que morreu há mais de dez anos). Mais assustador ainda é constatar que as brilhantes ideias desses educadores ainda nem chegaram perto de ser completamente usadas. No lugar de práticas pedagógicas modernas e democráticas, o que temos são discursos ocos, que só servem para distanciar os professores dos educandos, quando eles deveriam encurtar essa distância".

    O leitor Fábio foi muito feliz em seu comentário, pois Vygotsky e Freire são dois estudiosos que apontaram os caminhos para uma educação de verdade, em que o educando deve ser o sujeito da aprendizgem e o professor ser o mediador, aquele que vai instigar o aluno a aprender e sentir prazer nesse ato.
    Mas e apesar de tantas teorias, ainda podemos ver professores fazendo coisas totalmente contrárias ao que chamamos de educação....


    Tem uma professora que entra em sala de aula, os alunos devem ficar em completo silêncio e copiar tudo que está no livro didático, inclusive as perguntas. Caso o aluno converse, um coleguinha tem a função de anotar seu nome. De posse dos nomes, a professora manda o aluno escrever 100, 200, 300... vezes: Não posso conversar em sala de aula. 
    Tal situação é ridícula e essa professora está no lugar errado, mas o pior de tudo, é que a coordenadora da escola e a diretora têm conhecimento disso e não fazem nada.
    Vygostky e Freire se estivessem vivos e vissem isso, com certeza, morreriam...
    Ainda existem vários casos de professores que se dizem democratas, intelectuais, que além de exercerem a prática pedagógica do silêncio, do quadro cheio e da exposição oral, tratam os alunos de forma agressiva, dando "patadas" como eles dizem, ou seja, se dizem educadores, quando ainda nem se educaram para lidar com o ser humano.

    E, lamentavelmente, tem muitos e muitos professores que não leem e não sabem escrever ....e ainda zombam dos escritos dos alunos...


    Pelo jeito, a educação em nosso país está de mal a pior...


    Professor:

    Ensinar é mais difícil do que aprender
    porque ensinar significa deixar aprender
    ...
    O principal objetivo da educação é criar homens
    que sejam capazes de fazer coisas novas e
    não simplesmente repetir o que outras gerações fizeram.
    Homens que sejam criadores, inventivos e descobridores.
    Criar é tão difícil ou tão fácil como viver
    E é do mesmo modo necessário.
    É preciso ter bom senso e não aceitar o mundo como ele é,
    e sim, construir um mundo novo.
    Criando, corremos o risco de termos o real.
    Lembre-se: cada coisa tem seu tempo certo,
    não florescem no inverno os arvoredos,
    nem na primavera têm brancos fios os campos.

    Como disse Henfil:
    "Se não houver frutos, valeu a beleza das flores,
    se não houver flores, valeu a sombra das folhas,
    se não houver folhas, valeu a intenção da semente.
                                Maria Radespiel



    Fábrica de maus professores

    Entrevista com Eunice Durham publicada na revista Veja em 26.11.2008

         Eunice Durham é antropóloga e considerada uma das maiores especialistas em ensino superior.
         Segundo ela, os cursos de pedagogia perpetuam o péssimo ensino nas escolas e são incapazes de formar bons professores, pois formam professores incapazes de fazer o básico: entrar em sala de aula e ensinar a matéria. Ela ainda acrescenta que esses profissionais revelam limitações elementares: não conseguem escrever sem cometer erros de ortografia simples nem expor conceitos científicos de média complexidade. Entram e saem da da faculdade sem se livrar das de suas deficências. 
         Entre outras coisas, ela acrescenta que os professores são corporativistas ao extremo e que costumam atribuir o baixo nível de ensino ao governo que não lhes dá condições de melhor formação e de ganharem pouco, assim, elels se eximem da culpa pelo mau ensino e da sua responsabilidade.
         Para ela, um dos grandes males da educação está na ação dos sindicatos, pois esses procuram garantir os direitos da categoria e não o bom ensino. Assim, eles estimulam as greves, lutam por aumentos de salários e além disso, os professores faltam ao trabalho sem nenhuma espécie de punição. Segundo ela, o absenteísmo dos professores é, afinal, uma das pragas da escola pública brasileira. O índice de ausências é escandaloso. Um professor falta, em média, um mês de trabalho por ano e, pior, não perde um centavo por isso. Ela descreve isso como um cenário de atraso num país em que é urgente fazer a educação avançar. Combater o corporativismo dos professores e aprimorar os cursos de pedagogia, portanto, são duas medidas essenciais à melhora dos indicadores de ensino.
         Deixo aqui a sugestão para que todos os professores leiam essa entrevista na íntegra, pois acredito que a entrevistada desvalorizou demais a categoria. O que ela diz nessa entrevista é fruto de sua pesquisa direcionada para o curso de pedagogia.
         Mas se ela fizesse a pesquisa sobre a realidade da sala de aula, ela teria dados muito interessantes como: a violência, a indisciplina, o desinteresse dos alunos, o estresse dos professores, a síndrome de burnout, a questão salarial, dentre outros.
         Acho que todos os cursos procuram levar o estudante (futuro professor) a ler muito, a se tornar crítico com relação à real importância da educação para o desenvolvimento de um povo e creio que nenhum deles prepara o professor para a prática em sala de aula. Esta prática, acredito, que é construída no dia-a-dia, no trabalho do professor, nas suas dificuldades e não adianta ter uma excelente prática, pois cada ano as turmas se renovam, são outros enfrentamentos, outros valores, outros indivíduos que vivenciam outras situações. Assim, a prática tem que ser renovada a cada dia, de acordo com os interesses dos sujeitos que compõem as turmas.
         No meu modo de ver a questão da formação do professor, ela será cada dia melhor quando os professores lerem mais, muito mais, pois a maioria lê pouco e muitos professores têm dificuldade para escrever. Penso que a escola precisa valorizar mais a leitura para que os futuros profissionais (os alunos de hoje) aprendam a gostar de ler, pois do contrário, com o uso da internet, que absorve a maior parte do tempo dos nossos alunos, a tendência é formarmos uma geração sem livros e que escreve tudo simplificado (um novo tipo de escrita) para expressar o mínimo.
         ... o assunto merece ser melhor discutido... continuo depois
         Ao terminar de ler, deixe seu comentário.




    QUALIDADES DO PROFESSOR  ( baseado no texto de Cecília Meirelles)

    Se há uma criatura que tenha necessidade de formar e manter constantemente firme uma personalidade segura/complexa, essa é o professor. 
    Destinado a pôr-se em contato com a infância e a adolescência, nas suas mais várias e incoerentes modalidades, tendo de compreender as inquietações da criança e do jovem, para bem os orientar, o professor precisa saber penetrar na alma do aluno para estimulá-los a desenvolver toda a sua capacidade criativa, intelectual e ajudá-los a descobrirem o quanto são importantes para a construção de uma sociedade melhor, ou seja, aquela que sonhamos para nós e nossos filhos; ainda que sabemos que não se faz mágica.
    O professor precisa ser sensível para se emocionar diante da realidade de cada aluno; ter imaginação para fazer aulas interessantes, ter conhecimento para enriquecer os caminhos transitados e saber penetrar na intimidade dos alunos para fornecer-lhes cores lumninosas, vibrações de alegria, força e coragem para eles não desanimarem. O professor deve saber ser poeta para se inspirar e inspirar o outro.
    O professor deve lembrar sempre, que talvez a pessoa mais importante e o modelo mais próximo que o aluno tem para seguir é o próprio professor.
    Que responsabilidade!

    Sou um professor

    Nasci no primeiro momento em que uma pergunta
    saltou da boca de uma criança.

    Tenho sido muitas pessoas em muitos lugares.
    Sou Sócrates, estimulando a Juventude de Atenas
    para descobrir novas idéias usando perguntas.

    Sou Anne Sullivan, tamborilando os segredos do universo
    sobre a mão estenddida de Helen Keller

    Sou Esopo e Hans Christian Andersen, revelando a verdade
    por meio de muitas, muitas histórias.

    Sou Darcy Ribeiro, construindo uma universidade
    a partir do nada no planalto brasileiro.

    Sou Ayrton Senna, transformando a fama de herói esportista
    em recursos para educar crianças em seu país.

    Sou Anísio Teixeira, na sua luta de democratização da educação
    para que todas as crianças brasileiras tenham acesso à escola.

    Os nomes daqueles que exerceram minha profissão
    constituem uma galeria da fama da humanidade:
    Buda, Paulo Freire, Confúcio, Montessori, Emília Ferreiro, Moisés, Jesus.

    Eu sou também aqueles nomes e rostos
    que já foram esquecidos,
    mas cujas lições e cujo caráter
    serão para sempre lembrado nas realizações dos que educaram.

    Já chorei de alegria em casamento de ex-alunos,
    ri de felicidade pelo nascimento de seus filhos
    e me quedei de cabeça baixa, em dor e confusão,
    junto a sepulturas cavadas cedo demais
    para corpos jovens demais. 

    No decorrer de um dia,
    já fui chamado para ser artista, amigo, enfermeiro, médido, treinador,
    tive de encontrar objetos perdidos, emprestar dinheiro,
    fui motorista de táxi, psicólogo, substituto dde pai e mãe,
    vendedor, político e guardião da fé.

    Apesar de mapas, gráfico, fórmulas, verbos, histórias e livros,
    na verdade não tive nada a ensinar aos meus alunos,
    porque o que eles de fato têm de aprender é quem eles são.
    E eu sei que é preciso um mundo para ensinar a uma pessoa quem ela é.

    Eu sou um paradoxo. Quanto mais escuto, mais alta se faz ouvir a minha voz.
    Quanto mais estou disposto a receber com simpatia
    o que vem de meus alunos, mais tenho a oferecer-lhes.

    Riqueza material não faz parte dos meus objetivos,
    mas eu sou um caçador de tesouros,
    dedicando em tempo integral
    à procura de novas oportunidades
    para meus alunos usarem seus talentos e
    buscarem sempre descobrir seu potencial,
    às vezes entrerrado sob o sentimento do fracasso.

    Sou o mais afortunado dos trabalhadores.
    Um médico pode trazer uma vida ao mundo num só momento mágico.
    A mim é dado cuidar que a vida renasça a cada dia
    com novas perguntas, melhores idéias e amizades sólidas.

    Um arquiteto sabe que, se construir com cuidado,
    sua estrutura pode durar séculos.
    O PROFESSOR SABE QUE,
    SE CONSTRUIR COM AMOR DE VERDADE,
    SUA OBRA COM CERTEZA DURARÁ PARA SEMPRE.
    Sou um guerreiro que luta todos os dias
    contra a pressão de colegas, a negatividade,
    o medo, o conformismo, o preconceito, a iganorância e a apatia.
    Mantenho grandes aliados:
    a inteligência, a curiosidade, a apoio dos pais,
    a individualidade, a criatividade, a fé, o amor, o riso.
    Todos vêm reforçar minha trincheira.

    E a quem devo agradecer pela vida maravilhosa
    que tenho senão a vocês, pais que me honraram
    ao me confiar seus filhos,
    que são sua maior contribuição para a eternidade.

    E assim tenho um passado rico em recordações.
    Tenho um presente desafiador, cheio de aventuras e alegrais,
    porque me é dado passar todos os meus dias com o futuro.

    Sou um professor... e agradeço a Deus por isso, todos os dias. 

                                    John W. Schlatter (Trad. T. Belinky, 2003). 




    O professor está sempre errado
               (autor desconhecido)

    Se é jovem, não tem experiência.
    Se é velho, está superado..
    Se não tem automóvel é um coitado.
    Se tem automóvel, reclama de barriga cheia.
    Se fala em voz alta, vive gritando.
    Se fala em tom normal, ninguém escuta.

    Se brinca com a turma, é metido a engraçado.
    Se não brincacom a turma, é um chato.
    Se chama a atenção é um grosso.
    Se não chama a atenção, não sabe se impor.

    Se a prova é longa, não dá tempo.
    Se a prova é curta, tira as chances do aluno.
    Se não falta ao colégio, é um caxias.
    Se precisa faltar, é um turista.
    Se conversa com os outros professores, está malhando os alunos.
    Se não conversa, é desligado.

    Se dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
    Se dá pouca matéria, não prepara os alunos.
    Se escreve muito, não explica.
    Se explica muito, o caderno não tem nada.

    Se fala corretamente, ninguém entende.
    Se fala a língua do aluno, não tem vocabulário.

    Se exige, é rude.
    Se elogia, é debochado.
    Se o aluno é reprovado, é perseguiçãoi.
    Se o aluno é aprovado, deu mole.

    É ... o professor está sempre errado, mas se
    você
    conseguiu entender até aqui, agradeça a ele!



    OBS: Correção de redações e textos diversos. Atendimento individual. Explicações e conteúdos específicos de acordo com a dificuldade de cada um. Não é curso de redação. Anúncio no blog. http://zeliabaldutti.maisblog.net


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    23:59:02 . 17 Jan 2009
    Admin · 1150 vistos · 12 comentários

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    http://zeliabaldutti.maisblog.net/Primeiro-blog-b1/PROFISSAO-PROFESSOR-b1-p24.htm

    Comentários

    Comentário de: edneia [ Visitante ]
    A importância da comunicação, da arte e da ludicidade na formação do professor.
    Ednéia

    Hoje, com inúmeras tecnologias à disposição de todos e que atraem, principalmente as crianças e jovens, o professor não pode querer ou pretender atrair a atenção dos alunos com aulas tradicionais, com transmissão de conteúdos, utilizando apenas do quadro e do livro didático para efetivar o processo de ensino-aprendizagem.
    Faz-se necessário que na formação do professor, ele reconheça três recursos fundamentais para realizar uma aula atrativa: a comunicação, a arte e a ludicidade.
    No que diz respeito à comunicação, ela é fundamental, pois o professor precisa ter grande facilidade para se comunicar com os alunos, adentrar em seu mundo, aproximar-se deles e saber ouvi-los, criando-se assim, um espaço de interação entre professor/aluno e aluno/aluno, de modo que todos possam conversar, trocar idéias, opinarem, ou seja, aprenderem juntos.
    Muitos professores utilizam uma linguagem muito teórica e nem percebem que não sabem se comunicar com seus alunos; eles falam, falam e os alunos nada entendem. Por isso muitos alunos reclamam que o professor tal é chato, a aula é horrível, dizem que o professor não sabe explicar a matéria, etc. Isso ocorre, muitas vezes, por falta de sensibilidade do professor que não percebe que sua aula não está sendo agradável e de se colocar no lugar do aluno para entender como ele vê o professor.
    Aliada à comunicação, a arte também deve ter espaço no processo de aprendizagem, pois os alunos têm um potencial criativo muito grande e quer exercitá-lo e para isso, o professor deve saber explorá-lo em qualquer disciplina que leciona. A arte pode ser trabalhada desde uma pequena ilustração feita pelo próprio aluno, como também, utilizando materiais diversos para que o aluno explore e crie algo que venha ajudá-lo no aprendizado dos conteúdos.
    Vale lembrar ainda que os alunos gostam de competir, de serem desafiados a irem além, de mostrarem o quanto são capazes de realizar algo e de superar os colegas. Assim, cabe ao professor criar situações lúdicas e desafiadoras com os conteúdos trabalhados para despertar nos alunos o desejo de aprender e de fazer da aula um momento prazeroso e que sinta participante de algo em que ele possa agir, aplicando seus conhecimentos para adquirir outros, percebendo que a sala de aula é um lugar, onde ele é um sujeito e como tal pode atuar, “brincar” enquanto aprende.
    Aulas em que há muita comunicação, arte e ludicidade, geralmente, faz-se muito barulho, muda-se as carteiras de lugar, forma-se grupos, etc, ou seja, desorganiza-se o espaço e, por isso, muitos professores temem de serem criticados por seus colegas ou pela direção da escola, pois ainda existem muitos profissionais da educação que acham que na sala de aula deve prevalecer o silêncio e que o bom professor é aquele que faz o aluno se calar e apenas ouça o que ele tem a dizer.
    Mas o bom profissional, aquele que tem consciência do trabalho que está realizando, que traça os objetivos que quer atingir com seus alunos, não se preocupam com o que os outros vão pensar. Ele usa todos os recursos que tem e cria outros para que o aluno possa atuar e aprender.
    Professores que não sabem se comunicar, que querem alunos calados e parados, continuarão a fazer aulas chatas desmotivando os alunos para a aprendizagem, com isso, a resposta do alTuno é a indisciplina, a desatenção, as brincadeiras e trocas de bilhetinhos (que muitas vezes, são verdadeiras obras de arte), dominam a aula. Assim, o professor pode não se comunicar, mas os alunos, sim, acabam exercitando a comunicação, a arte e o lúdico sem a sua permissão.
       27/04/2009 @ 19:33:05

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